Tumores cutâneos

O cancro de pele é o tipo de cancro mais frequente nos indivíduos de raça caucasiana. A sua incidência tem vindo a aumentar progressivamente nas últimas décadas, sendo a excessiva exposição solar responsável por mais de 90% dos casos.

Os três tipos mais frequentes são o carcinoma basocelular (ou basalioma), carcinoma espinocelular e o melanoma. O cancro de pele tem uma taxa de cura elevada quando diagnosticado e tratado de forma precoce.

 

O basalioma é o cancro cutâneo mais comum e atinge sobretudo indivíduos de pele clara expostos cronicamente ao sol, com mais de 40 anos de idade. Localiza-se, na maioria dos casos, nas áreas corporais mais expostas: face, pescoço e dorso.  Manifesta-se como uma lesão nodular rosada, de crescimento lento embora persistente ao longo do tempo. O tratamento é cirúrgico, fazendo-se a excisão radical com margem de segurança e, dependendo da localização anatómica, podem ser realizados diferentes tipos de retalhos para cobertura do defeito criado pela exérese tumoral. A taxa de cura é superior a 95%.

 

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo de cancro cutâneo mais frequente, envolvendo não só a pele mas também as mucosas. Atinge igualmente os indivíduos cronicamente expostos ao sol, mas de grupos etários mais avançados em comparação com o basalioma. O tabaco, a radiação ionizante e o vírus HPV são fatores de risco bem estabelecidos para esta neoplasia. Surge também nas áreas mais expostas – face, lábio inferior, pescoço, dorso das mãos e pernas – e quase sempre sobre lesões precursoras (dermatoses pré-cancerosas) embora também possa originar-se a partir de cicatrizes pós-queimadura, úlceras e fístulas crónicas. O carcinoma espinocelular é mais agressivo e de crescimento mais rápido que o basalioma, podendo cursar com metástases à distância. No entanto, quando diagnosticado e tratado precocemente apresenta também elevada taxa de cura.

O melanoma é, destes três, o mais agressivo dos tumores cutâneos e responsável por uma mortalidade elevada quando não detetado precocemente. Daí advém a importância das prevenção, com uma proteção solar adequada e eficaz, por exemplo. Nas fases mais avançadas da doença, pode ser necessária a combinação de tratamentos cirúrgicos (como excisão, retalhos, enxertos, esvaziamentos ganglionares linfáticos, perfusão hipertérmica regional) com tratamentos sistémicos de quimioterapia ou imunoterapia.

O cirurgião plástico procede à remoção cirúrgica deste tipo de lesões neoplásicas e demais lesões cutâneas utilizando posteriormente técnicas especializadas de reconstrução, desde as mais simples às mais diferenciadas e sempre adequadas a cada caso individual, inserido numa equipa multidisciplinar.